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Prova para sites. Rosa Maria

 

No concorrido ciberespaço, a palavra de ordem é usabilidade: um jeito de tornar as páginas web interessantes e com fácil localização para o visitante encontrar logo o que procura.

Nem sempre, um site com bom visual e variedade de informações é de correta usabilidade. Já experimentou entrar num determinado endereço e não saber localizar o que precisa? Mas, a informação estava lá, sim. Você é que não viu. E se não viu, é porque o site é de má usabilidade.

Esse conceito começa a ser pregado aos quatro cantos do mercado. Mesmo porque os web designers já venceram muitas batalhas na empreitada de construir sites confiáveis e de qualidade. Agora, precisam vencer o próprio ego para entender que constroem para os outros e não para si mesmos.

Ou seja: está na hora de aguçar a autocrítica para projetar sites que atendam às necessidades da sociedade como um todo e, dentro da realidade de diferentes castas de internautas: tipo de computador – móvel ou desktop; tecnologia de conexão (discada ou banda larga), browsers empregados (além do Internet Explorer, é preciso pensar no Mozilla, Netscape, Firefox, Opera e Safari), tempo e freqüência de acesso, abrangência do site (global ou local), entre outros.

Para entender e passar adiante a importância da usabilidade, conversamos com um dos especialistas brasileiros: Sérgio Carvalho, diretor da Sirius Interativa. Segundo ele, o conceito, tal como foi definido na ISO 9241, mede a eficácia, eficiência e satisfação com a qual usuários podem atingir objetivos específicos em um ambiente particular. No nosso caso, a internet.

“Sua aplicação é relevante para o desenvolvimento de qualquer interface entre um sistema e seus usuários como no caso de softwares, sistemas web informacionais ou transacionais, celulares, aparelhos de DVD e automóveis”, explica o especialista.

Usuário manda

O conceito foi usado por Wesley Woodson, em 1981, quando descreveu o processo de design centrado no usuário (UCD) que é uma coleção de técnicas, processos e métodos desenvolvidos para que se pudessem criar produtos e sistemas mais usáveis. Mas a usabilidade foi efetivamente popularizada no início da década de 90 pelo dinamarquês Jakob Nielsen com livros como Usability Engeneering e Designing Web Usability que fizeram e ainda fazem grande sucesso.

Como diria o Steve Krug: Não me faça pensar! Se o usuário perde muito tempo para achar uma informação, navegar pelo site ou realizar uma compra ele acaba tendo que prestar atenção na estrutura com a qual o site está organizado e perde o foco na tarefa a que se propôs a realizar. Segundo Sérgio Carvalho, é difícil estabelecer características gerais de uma boa usabilidade sem levar em conta o contexto, conteúdo e públicos-alvo do projeto. “Um site de boa usabilidade acaba sendo o reflexo do cuidado com que cada pequeno detalhe dele foi pensado. Mas, de maneira geral, o usuário deve poder chegar no site e, já a partir da página inicial, perceber o seu propósito de existir e ter uma boa percepção de sua variedade e abrangência de conteúdo”.

Navegação e conteúdo

Ainda segundo ele, a arquitetura de informação deve ser consistente, flexível e refletir a forma como o seu público-alvo gostaria que o conteúdo estivesse organizado. A sua navegação deve ser persistente e visível em todas as páginas do site e permitir que um usuário saiba sempre onde está, de onde veio, como voltar às páginas anteriores ou visitar outras páginas do site.

Quanto à busca, essa deve ser de fácil acesso e trazer resultados relevantes, abrangentes (páginas estáticas, dinâmicas, arquivos fechados como PDF, Flash) e bem organizados. O site deve ter a cada ponto relevante de interação ajuda contextual relevante que sempre suporte o usuário em sua ação de interação.

“Na verdade, são muitos os aspectos que devem ser cuidados para garantir uma boa usabilidade, mas, ao final, se o usuário conseguir completar a sua tarefa de forma bem sucedida em um tempo percebido como apropriado, o site terá cumprido o seu objetivo”.

“Existe uma série de boas práticas reconhecidas de mercado e descritas em extensa bibliografia que pode ser encontrada na internet, que resume muito do que pode ser visto como relevante para caracterizar a boa usabilidade de um site.

Fonte: Portal Uai - Mundo Info

 

   
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